Jornada e horas extras
Pedido de horas além da jornada, com base no que o motorista diz que fazia na estrada.
Jornada de motorista, tempo de espera, diárias de viagem e vínculo de agregado são os temas que mais chegam à empresa de transporte. A defesa começa antes da audiência, com o controle de jornada que a empresa tem ou não tem.
“Quase toda condenação trabalhista de transportadora nasce de um documento que não existe: o controle de jornada, o contrato de agregado, o comprovante de pagamento da diária.”
A profissão de motorista é regulada pela Lei 13.103/2015, que trata do exercício da profissão e de regras específicas de jornada e descanso. O Código de Trânsito, no art. 67-C, também limita a direção contínua do motorista profissional de cargas a cinco horas e meia. Isso significa que o registro da viagem, que já existe por causa da fiscalização, pode ser usado dos dois lados do processo.
Quando a transportadora é demandada, o ponto central costuma ser a prova da jornada real: o que o rastreador, o tacógrafo e o diário de bordo dizem, e se isso conversa com os recibos pagos.
Em contratos com agregados e autônomos, o outro tema é o vínculo. A Lei 11.442/2007, que trata do transporte rodoviário de cargas por conta de terceiros, dá tratamento específico a essa relação, e o desenho do contrato e da operação real decide muita coisa.
Os temas se repetem, e por isso dá para se preparar para eles.
Pedido de horas além da jornada, com base no que o motorista diz que fazia na estrada.
Pedido relativo ao tempo parado aguardando carga ou descarga.
Diferenças de diária de viagem, alimentação e hospedagem.
Agregado ou autônomo que pede reconhecimento de vínculo de emprego.
Acidente na estrada ou doença atribuída à atividade, com responsabilidade da empresa em discussão.
Diferença de verbas rescisórias, multa e depósito de FGTS.
Cada etapa tem prazo. A primeira conversa precisa acontecer assim que a empresa é notificada.
Conferimos a data da audiência, o prazo da defesa e quais documentos a empresa tem e não tem.
Defesa escrita com a prova que existe, e plano para o que depende de testemunha ou perícia.
Avaliamos se o acordo vale mais do que a instrução, com números, e acompanhamos a audiência.
Terminada a reclamação, ajustamos o controle de jornada e os contratos para que o próximo caso comece em posição melhor.
Defesa trabalhista boa é defesa que a empresa consegue sustentar com documento.
Mande a notificação e o que a empresa tem de registro da jornada. Respondemos com o prazo e o próximo passo.
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